terça-feira, 25 de setembro de 2012

Rússia: um desejo distante

Para Marina e Anna  

Maiakovski certa feita disse: “me disseram que num lugar distante, parece-me que no Brasil, existe um homem feliz”. 

A distância entre a Rússia e o Brasil, em todos os sentidos, pode ter levado o grande poeta russo a imaginar a felicidade nos trópicos. E o que Maiakovski sabia do Brasil? Talvez muito pouco, tal como nós brasileiros também o sabemos sobre aquele país fantástico, gigantesco, distante e que em parte é coberto pelo gelo. 

Dos russos sabemos sobre o período czarista, a revolução russa, o período da ex-União Soviética e do grande desenvolvimento na linguística, na psicologia, na neurociência, no desenvolvimento sociointerativo, na teoria da história, na fotografia, no cinema, ciência como um todo, no esporte, e, sobretudo, na literatura. 

Quem nunca leu Dostoiévski, Maiakosvski, Nikolai Gogol, Alexandre Puchkin? Eu conheci um pouco da Rússia através dos olhares desses escritores. Imaginei-me andando pelas belas ruas de São Petersburgo a partir da poesia de Dostoiévski. Se bem que para muitos São Petersburgo é um sonho europeu em território russo, a “verdadeira russa” é Moscou. 

Essas palavras me foram pronunciadas por uma russa, a Anna, dona de uma pousada em parceria com sua compatriota, a também e igualmente simpática, Marina. A Pousada Atlantis fica em Jericoacoara, interior do Ceará. 

Passamos horas conversando sobre o seu país, as diferenças culturais, a saudade e o que mais diferencia a Rússia do Brasil. 

As diferenças pararam quando começamos a falar de Maiakovski. Percebemos que mesmo em mundos distintos e distantes, longínquos, até imaginados, quando o sentimento aflora, poetas, artistas, escritores são capazes de expressar aquilo que é comum a todos: o desejo de felicidade. 

Se Maiakovski estivesse vivo, eu diria a ele: – Eu li que você escreveu que no Brasil existe um homem feliz. Existe sim, na verdade são mulheres; são duas russas morando num paraíso terreno, donas da Pousada Atlantis em Jericoacoara. Elas se chamam Anna e Marina.

Elas são de Atlântida: aquele país lendário habitado hoje entre os sonhos de Maiakosvki e os desejos de José de Alencar.







2 comentários:

  1. Querido Jose Henrique!

    Nos alegramos muito com o seu post em nossa homenagem :-) e lemos o post com o maior prazer :-)

    Postamos o link na nossa pagina no facebook para atrair mais leitores para sua arte diaria!

    http://www.facebook.com/pages/Hotel-Atlantis-Jericoacoara-Brazil/148163268611037

    Um grande abraco,

    Marina e Anna

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    1. Minhas queridas Marian e Anna. Conhecer vocês foi um privilégio, e olha que cheguei meio atabalhoado em jeri; derrubando a mesa, a cadeira bem na porta da pousada. kkkkk. mas passei dias ai importantes para mim. Me alegrar ter conhecido vocês, aprendi bastante e firmamos laços de amizade. Vou voltar, tenham certeza.

      abraços do amigo henrique

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