domingo, 11 de novembro de 2012

A matança de policiais e civis em São Paulo

Na maior economia da América Latina, no Estado mais rico do Brasil, São Paulo, estamos assistindo bestialmente o assassinato de policiais militares e policiais civis e de civis todos os dias.

Essa ação, orquestrada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital - organização criminosa), a partir de presídios de segurança máxima, constitui uma política de terror, cuja finalidade é aterrorizar a população, demonstrar a fragilidade do sistema penitenciário, exercer uma pressão para relocação dos líderes da organização para outros presídios, além de ser uma contestação à forma de vigilância sobre alguns membros da organização.

Já assistimos à formação de uma outra organização criminosa que apavorou a cidade do Rio de Janeiro durante 50 anos e até hoje atua na cidade: o Comando Vermelho (CV). Tal organização nasceu também nos presídios, cujos lideres, presos juntamente com militantes políticos de extrema esquerda, oposição à ditadura militar, muitos dos quais guerrilheiros foquistas, ou seja, espalhavam a revolução pais afora, ensinavam aos lideres da futura organização técnicas de guerra, de terrorismo, formação de milicias, dentre outras coisas.

Claro que da formação inicial do Comando Vermelho, por isso o nome Vermelho, associação ao comunismo, havia uma "certa ingenuidade e romantismo", afinal, essa organização em sua fase inicial tinha um caráter de contestação política, anos mais tarde, entretanto, associou-se ao narcotráfico internacional tornando-se uma das mais violentas do mundo.

No caso de São Paulo o esquema funciona mais ou menos assim no que tange as esses ataques frequentes: um miliante, contraventor, bandido que queira ingressar na organização paga um pedágio, uma taxa média de R$ 800,00 para obtenção das vantagens de fazer parte da organização. Caso não tenha recursos, paga em forma de serviço, ou seja, matando pessoas deliberadamente, sem critério algum, quem encontrarem pela frente. Por isso é difícil para os órgãos de repressão preverem onde se dará o ataque, pode surgir de qualquer lugar.

No entanto, isto não exime o Estado pelo caos, sua inépcia acerca da segurança pública, sua função inexorável, a falência do sistema presidial brasileiro, a imensa desigualdade social, fábrica de bandidos e contraventores, como também o aumento exponencial da população carceraria brasileira.

Anos de corrupção, de desigualdade social, de falta de investimento em segurança, geraram este estado de terror instalado no Brasil e precisamente em São Paulo.    

Repito: esse clima de guerra se encontra na região mais rica do pais. No Brasil não há politica de estado, e sim de governo. De quatro em quatro anos tudo muda. Entra governante, sai governante e não há política de continuidade, a desrazão é a lógica que impera. 

Às vésperas do maior evento futebolístico do mundo os governos federal e estadual não conseguem debelar esse estado de terror.

O que vem pela frente?     
       

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