domingo, 19 de agosto de 2012

À frente

Por mais que eu corra não consigo alcançá-las,
estão na minha frente, e eu desesperado chamo por elas,
o giro da roda aumenta, a musculatura se enrijece,
estico a mão, gesticulo com os braços, e nada
não olham para trás, não ligam para mim,
eu queria das outras vezes quando tomando minhas mãos
num ato sem controle escorreram pelo papel o grito verbo,
eu penso no corpo delgado da atriz do filme de ontem, nada!
naquela poesia, livro, palavra, nada, nada!!
nem me escapam porque hoje nem as toquei
sequer cheguei perto
a dor muscular já não acompanha o desejo de tocá-las
eu queria que elas desejassem o meu desejo, nada....

Volto. Prendo a magrela,
subo as escadas esbaforido,
olha para a estante cheio de livros e digo: – tantas de vocês aí e nenhuma me quis!!!!!
é muito ruindade,
vou te dizer.......
   


Um comentário:

  1. Caraca...O quê que é isso??? Acho que essa ganhou um lugar entre as minhas preferidas.

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