quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Uróboro

(Henrique Borralho e Patrícia Luzio)

Um vaso
de boca virada
nada assenta ali
tudo vaza

fundo sem fundo

Não importa o que se ponha
a não ser o moto-contínuo
de tentar encher
o que tudo vaza

fundo sem fundo

Pois que vazio
é pleno de tudo
sem se saber

fundo sem fundo




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