segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Reconhecimento do estado palestino: uma correção histórica

No último dia 29 de novembro a ONU enfim reconheceu como estado nacional, estado soberano, a Palestina, por ampla maioria de seu conselho. 

Isto é uma correção histórica, uma questão de justiça ante tantos anos de luta, sofrimento e disputa interna e externa, sobretudo com o estado de Israel. 

O Estado de Israel foi reconhecido em 1948, atitude encampada pela Inglaterra por razões históricas e econômicas. O movimento sionista (luta pelo reconhecimento do Estado de Israel, pelos retornos dos judeus espalhados por todo o mundo) deu seus primeiros passos nessa direção desde meados do século XIX e tinha como aliados países do bloco capitalista, as grandes potencias mundiais. 

Quando tal estado foi reconhecido em 1948, uma grande injustiça foi cometida contra os palestinos, afinal, o interesse da ONU deitava raízes no capital financeiro dos judeus aplicado na economia estadunidense e inglesa, afinal, grande parte dos sistemas bancários desses países possui recursos judaicos. 

A perseguição aos judeus é longa, remonta as grandes diásporas, egípcia, babilônia, romana, mas foi durante a Idade Média que o estigma contra os judeus se acirrou, isto porque o capital circulante na economia feudal era boa parte de origem judaica, como a igreja católica proibia a usura, criminalizar os judeus pela morte de Jesus era um pretexto para retirada de seus capitais, acentuada durante o período da Santa Inquisição.

O estado de Israel ao não reconhecer o estado da Palestina comete um grande erro histórico, exatamente por ter passado ao longo de sua existência por dificuldades e perseguições. Sob o pretexto de que a Palestina é comandada por grupos radicais, como o Hamas, por exemplo, Israel perde de vista sua parcela de contribuição para o fenecimento desses grupos, afinal, a radicalização foi um instrumento contra a ilegitimidade pela luta dos territórios.

Tal atitude pode ainda mais agravar os conflitos na região, afinal, Israel se isola ao tomar tal atitude. Reconhecer a Palestina é alterir, reconhecer sua legitimidade e lutar para a construção de um mundo onde a capacidade de diálogo seja mais eficiente que um tiro de fuzil.

O mundo tem que festejar essa conquista histórica e se lembrar de todos os que morreram por ela, tais como Yasser Arafat, grande líder. 

Agora começa uma nova fase, não menos difícil, pelo menos, mais justa. Parabéns Mahmoud Abbas, parabéns povo palestino.  
         

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