terça-feira, 27 de novembro de 2012

Governo Roseana Sarney: a anti-modernidade brasileira

Se tomarmos como parâmetro os conceitos de Norberto Bobbio sobre oligarquias, encontraremos 21 tipologias sobre esse tipo de governo, incluindo ai as que existem em regimes democráticos. É o caso do Maranhão.
 
Esse estado, um dos mais pobres do pais, possui os piores indices de IDH (Indice de Desenvolvimento Humano), uma das maiores concentrações fundiárias do pais, gravissimos casos de assassinatos de camponeses, assiste ao esvaziamento de sua região central por conta do agrobusiness,
pouquissimas redes coletoras de esgotos, baixa escolaridade, dentre tantas gravidades.
 
Tal estado é governado desde 1966 por uma única familia: os Sarney's. Tal familia controla um setor considerável da mídia, todo o aparato burocrático do Estado, setores da justiça, legislativo, empresarial, enfim, existe no Maranhão uma cultura oligárquica, responsável pelo atraso cultural dos maranhenses.
 
Cultura oligárquica não é apenas o controle do poder executivo, são relações e associações de redes que permeiam a esfera pública e privada, portanto, é a concepção de que o Maranhão tem dono, e tem mesmo. Aqui prevalecem o medo, o patriarcalismo, o clientelismo, a lei do silêncio. Poucas pessoas assumem ou tem coragem de denunciar abusos dessa familia.
 
A anti-modernidade do governo Sarney pode ser expresso, por exemplo, no abandono em relação à Universidde Estadual do Maranhão. Sem receber os recursos há 3 meses, tal Universidade morre à mingua. Falta tudo, inclusive pagamento de salários para terceirizados, programas especiais, bolsas de iniciação científica, monitorias, telefones, pagamento de díarias, passagens, etc.
 
Universidade é fator de desenvolvimento, vide os casos de São Paulo, as estaduais: USP, UNICAMP, UNESP, exemplos de pesquisa e retorno social, além das paranaenses, UEL e UEM, da Estadual da Bahia, do Piaui, dentre tantas universidades estaduais.
 
A UEMA é a única Universidade estadual, a outra, a UFMA, pertence ao governo federal, de lá saem os recursos, e as infra-estruturas entre as duas não tem comparação.
 
A Europa assiste a sua maior crise social desde a segunda guerra mundial, exatamente pela concepção liberal de redução do estado, ou seja, lá começa a prevalecer a opinião da existência do estado mínimo e os sinais disso são visiveis: mendicância, violência, desemprego, pobreza, queda na qualidade de vida, desestruturação do sistema educacional, dentre outros elementos.
 
O Brasil, ao contrário, se tornou a 5ª potencia econômica do mundo, mas no Maranhão os sinais de pobreza estão por todos os lados e a responsável por isso é a oligarquia Sarney, mandatária do Estado.
 
Deixar uma Universidade à míngua é qualquer coisa de anti-moderno, é estar na contra-mão da história.     

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