sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Valeu a luta pelo prédio de história

Foram dez anos. Exatamente dez anos. Tudo começou quando a Profª Lourdes Lacroix idealizou conquistarmos um sobrado no centro histórico de São Luis para abrigar as instalações do curso de história. Perambulávamos de prédio em prédio; agronomia, engenharia, administração, e por último, letras e zootecnia.

Fizemos um projeto para captar recursos para a reforma. Enviamos para a União Européia e conseguimos 800 mil euros, utilizados para a conclusão das obras do elevado Alcione Nazaré. Foram longos anos de espera até que novo recurso da Universidade fosse empregado para esse fim. 

No dia da abertura dos envelopes para sabermos qual construtora seria a vencedora, todos os professores unanimes estavam lá. Foi um ato inédito e o empreiteiro se impressionou com nossa obstinação. 

Começada a reforma, acompanhamos: professores, alunos e funcionários, cada prego batido, cada tábua que caia, cada centímetro de reboco aplicado. Foram muitas as discussões, brigas, passeatas, piquetes, imprensa,   reivindicando celeridade nas obras. 

Não faltaram as criticas dos setores da Universidade que acusaram os professores de História de abandonarem o velho campus no São Cristóvão e de elitismo. 

A justificativa para irmos para o centro histórico estava relacionado com o plano de ocupação do centro histórico, revitalização, com os instrumentos de pesquisa que utilizamos estarem ao lado (tribunal de justiça, arquivos, bibliotecas, museus, etc), com instalações adequadas e a falta de espaço no campus.

Foram muitos anos de embates, mas valeu a pena. Por último, também por conta de disputas judiciais, conquistamos o prédio anexo, contíguo ao casarão, cujas obras se iniciarão ainda este ano. Resultado: o curso de historia ganha dois prédios, a Universidade idem, a comunidade do centro histórico e a sociedade científica.

Os casarões funcionarão como espaço de cultura com exibições de filmes, grupos de pesquisa, de estudo e futuramente um mestrado, pós-graduação strictu sensu. 

A entrega do casarão está prevista para novembro. Valeu a pena!!! Cada luta, embate, enfrentamento. É assim que a historia caminha            

3 comentários:

  1. Até que enfim uma notícia boa do Maranhao para o estudo, a pesquisa, o ensino a cultura e que haja agora um retorno para a sociedade, que diminua a distância ou se procure um caminho para que a Universidade nao esteja (tao) distante da realidade, que o curso de História faca diferenca, espero que coisas melhores ocorram nesse Maranhao, como na Saúde que é uma lastima e quando por aí eu for desejo ver de perto essas metamorfoses ambulantes.

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    1. Querido (a) anônimo. agora é hora de arregaçar as mangas, afinal, o prédio,a reforma custou 1.800.000.00 reais, portanto, temos que dar o retorno. vamos fazer sim. Acredite.

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  2. O prédio de história foi e ainda é um sonho de muitas gerações de estudantes do curso de historia da uema. Nesse três anos que estou no curso fizemos pelo menos uma manifestação por ano. Sempre foi prometido para o prox. semestre que sairia o prédio, mas visivelmente as obras não caminhavam em nada. Porém com nossa ultima manifestação em que paramos o trânsito , tiveram que aceitar as exigências dos acadêmicos do curso de historia. E agora sim o prédio tem grandes chance de sair ainda este ano (mas como veterano ainda fico com meu pé atrás) , estou acompanhando o andamento das obras deste que eu entrei no curso, e nunca as obras foram tanto pra frente como este ano. O prédio de historia tem sim seu grande preço a pagar. As prox. gerações de estudantes (como já o são na Arquitetura) ficaram distanciados dos acontecimentos políticos estudantis da uema. Além do mais é preciso se pensar não somente em um espaço em que esteja todos os alunos num mesmo prédio, é necessário se pensar em maneiras de haver uma área de vivência para os alunos entrarem mais em contato de turmas diferente. quando estávamos no campus principal, tínhamos mais contato uns com outros. Isso porque usávamos uma mesma cantina, e íamos almoçar no R.U. sempre nos confraternizamos lá (hoje parecemos estudantes do fundamental, quando acaba a aula cada um vai pra sua casa ). Além do mais depois do R.U. quem quisesse ficar pra estudar ou mesmo pra curtir outras coisas na universidade tinha essa oportunidade. Perdemos tudo isso quando fomos pra arquitetura. Parece pouco coisa, mas não é . Estes aspectos tem que ser avaliado por que é fundamental que se possa estabelecer um lugar em que todos os estudantes estejam convivendo de fato se relacionando no mesmo espaço, formando um espaço político, no intuito de formar nesse espaço um local de formações de ideias para se construir uma sociedade mais justa, igualitária, consciente.

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