domingo, 7 de outubro de 2012

Pra viver é necessário darmos-nos as mãos

Vejamos uma criança quando nasce!!! Para tudo precisa dos cuidados iniciais. Antes mesmo de nascer já necessita de médicos. Vejamos a natureza. Olhemos como os animais cuidam de suas crias até que tenham condições de andarem com suas próprias pernas ou asas. É pelas mãos que o médico puxa a criança ao nascer, e pelas mãos que a mãe a segura pela primeira vez.  

No reino animal, notadamente nos mamíferos, os homens e as mulheres são os que mais dependem dos seus pais, alguns a vida inteira. 

O certo é que existe uma comutação na condição social. Não conseguimos nada sem a interveniência do outro; para falar, aprender, tocar, escrever, dançar, amar. Ninguém ama sozinho, ama-se algo ou alguém. 

Fico vendo quando os pais vão deixar seus filhos nas escolas. É tocante segurar as mãos pequeninas e minusculas de nossos rebentos até a porta da sala. Lá, entregamos para um outro adulto até o horário final. 

E quem nunca se emocionou ao ler uma poesia, ao aprender com uma música, ao se deliciar com aquela aula tocante, com um quadro, uma fotografia, um romance, pisou nos pés de um acompanhante de baile ao errar aquele passo, sentiu vontade de ser beijada pela galã do cinema, sentiu raiva de uma atitude grosseira, se arrependeu de algo que fez? Essa é condição da aprendizagem.

O outro é o espelho de nós mesmos, na convivência aprendemos sobre o outro, posto que aprendemos somos nós mesmos. Viver é uma dádiva. É preciso viver e ter vontade de viver para saborear o doce gosto da aprendizagem com o outro. 

E há ainda aqueles que dedicam suas vidas em prol do outro. Já passaram pelo processo de aprendizagem de que o sentido dela é a transmissão de seus ensinamentos. Engana-se quem pensa que ao se dedicar a causa do outro está-se dirimindo ou diminuindo sua importância, quando se ajuda alguém estamos evoluindo na chave de compreensão de nossa própria existência, por isso o outro é fundamental. 

Não o outro completamente desfocado de si próprio, mas o outro para e com (sigo) mesmo. O eu e o outro são peças de uma grande engrenagem chamada VIDA. 

É tão bonito quando nos damos as mãos. Quer seja um ato de amizade, quer seja um casal de namorados, casados, quer seja segurar a mão de nossos filhos. Dar as mãos simboliza uma aliança. A certeza de que juntos somos mais fortes que sozinhos. 

Você já apertou a mão de alguém hoje?                           

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